Adriano Leite Ribeiro,
[2] mais conhecido como
Adriano (
Rio de Janeiro,
17 de fevereiro de
1982[3]), é um
futebolista brasileiro que atua como
atacante. Atualmente, joga pelo
Corinthians.
No dia
17 de agosto de
2009, Adriano recebeu da
Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro a Medalha de Mérito Pedro Ernesto,
[4] mais importante comenda do município, que é entregue aos cidadãos que mais se destacam na comunidade. As justificativas para a honraria foram a superação e a humildade do jogador, além do fato de ele "fazer a felicidade de milhares de cariocas".
Foi considerado pela
Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009
O início
Adriano nasceu e viveu durante sua infância na
Vila Cruzeiro, uma das favelas mais perigosas do
Rio de Janeiro. Começou sua carreira nas divisões de base do
Flamengo, tendo sido promovido ao time profissional em
2000. Nesse mesmo ano, ainda com com a idade de dezoito anos, o
atacante foi convocado pela primeira vez para a
Seleção Brasileira.
O jogador, desde cedo, já impressionava a todos por causa de seu enorme vigor físico. Porém, somente anos mais tarde, ele também passou a ser reconhecido por seus fortes chutes com a perna esquerda.
[editar] Internazionale e os empréstimos
Em
2001, foi vendido para a
Internazionale, da
Itália. Logo na sua estreia, marcou um gol contra o
Real Madrid, no
Santiago Bernabéu. O tento, contudo, não foi suficiente para que o jovem brasileiro continuasse no time milanês; assim, foi
emprestado à
Fiorentina e, em seguida, foi jogar no
Parma em uma
copropriedade.
Em
2004, findados os dois anos de parceria entre a Inter e o Parma, Adriano voltou a ser jogador exclusivo da primeira. Marcou quinze gols em dezesseis partidas disputadas, média de quase um gol por jogo. Com essas atuações que o , garantiu a vaga como titular absoluto no time milanês.
Na Itália, Adriano ficou conhecido pelo apelido de
L'Imperatore ("
O Imperador"), em alusão ao
imperador romano Adriano. Conquistou títulos importantes pela Inter, incluindo a
Coppa Italia de
04-
05 e
05-
06, e o
scudetto de
2005-06,
2006-07,
2007-08 e
2008-09
Entretanto, em 2006, logo após o falecimento de seu pai, a carreira de Adriano começou a declinar. Ficou quase aquele ano inteiro sem marcar um gol pela Inter e, depois da
Copa do Mundo de 2006, foi duramente criticado pela
imprensa esportiva brasileira, irritada com a péssima campanha da seleção naquela Copa. No ano seguinte, acabou sendo barrado pelo técnico
Roberto Mancini e sequer foi inscrito na
UEFA Champions League 2007-08.
São Paulo
O declínio seguiu na volta a
Milão. Os problemas pessoais persistiam, a falta de cuidados com a condição física, também. Sendo assim, Adriano havia perdido a total confiança do técnico
Roberto Mancini, que sequer o convocava para as partidas. Assumiu em entrevistas à imprensa italiana que, deprimido, recorreu ao
álcool, o que o atrapalhou ainda mais. Tentou recomeçar em partidas pela
Serie A e da
Coppa Italia, mas acabou liberado para voltar ao
Brasil para melhorar sua preparação física no Reffis do
São Paulo.
Depois de seu departamento fazer o
atacante perder três quilos e reordenar a gordura corporal, os
paulistas conseguiram convencer o clube
italiano a liberá-lo por
empréstimo de seis meses. Dessa forma, o atacante jogou o primeiro semestre de
2008 para o São Paulo Futebol Clube. Não conseguiu dar ao clube seu quarto título da
Copa Libertadores, mas fez um bom papel: em vinte e oito jogos marcou dezessete gols, seis pela competição sul-americana e onze pelo
Campeonato Paulista.
[editar] Retorno à Internazionale
Depois da passagem pelo
São Paulo, Adriano ainda retornou à
Itália, jogou por alguns meses e teve participação importante, principalmente, na
UEFA Champions League. Desta vez, seu desempenho pela
Inter foi mais fraco, marcando apenas 5 gols em 19 jogos.
Em
abril de
2009, Adriano simplesmente abandonou os treinamentos da Internazionale e retornou sem autorização ao
Brasil. Foram dias de sumiço e especulações até de sua morte,
[6] como uma falsa notícia de que Adriano teria subido o
Morro da Chatuba, no
Complexo do Alemão, teria sido sequestrado e morto por traficantes. Um
delegado, porém, desmentiu a notícia.
Adriano, na verdade, estava na casa de familiares, na
Vila Cruzeiro, favela onde nasceu. Dias depois do sumiço, ele e seu
empresário marcaram uma
coletiva de imprensa. Em
9 de abril de
2009, durante a coletiva, Adriano declarou que pretendia parar de jogar por um tempo indeterminado, que poderia durar até três meses, pois perdeu a alegria de jogar futebol.
[7][8]
Retorno ao Flamengo
Passadas três semanas de indefinição em sua carreira e a continuidade ou não de seu contrato com a
Internazionale, o clube informou no dia
24 de abril de
2009, em seu site oficial, a rescisão amigável do contrato do centroavante brasileiro, sem revelar valores ou condições deste acordo.
[9] Em
6 de maio de
2009, Adriano retornou ao
Flamengo,
[10] onde fez sua reestreia frente ao
Atlético Paranaense, em
31 de maio, marcando o segundo gol da vitória por 2 a 1.
[11]
No
Campeonato Brasileiro de 2009, Adriano foi, junto a
Petković e
técnico Andrade, o grande destaque do
Flamengo na competição. Ao fim do torneio, o
Fla conquistou o título brasileiro, e o
Imperador foi o artilheiro do Brasileirão junto com
Diego Tardelli, do
Atlético-MG, ambos com 19 gols.
Em
2010, atuou com
Vagner Love formando uma dupla que ficou conhecida como
O Império do Amor.
Polêmicas
No início de
março, o jogador se envolveu em uma nova polêmica em sua carreira. Na madrugada de sexta-feira,
5, após retornar de
amistoso com a
seleção brasileira, Adriano foi a uma festa na
Barra da Tijuca (
Zona Oeste do Rio de Janeiro). De lá, acompanhado por aproximadamente dez jogadores do
Flamengo, seguiu para a
Chatuba e participou de um
baile funk realizado em uma quadra poliesportiva. Pouco tempo depois de chegarem ao local, os jogadores
rubro-negros foram surpreendidos pelos gritos de
Joana Machado, noiva do atacante. Alterada e ofendendo os atletas, a moça atirou pedras e atacou o carro do jogador e de outros três de seus colegas de clube. O veículo do
atacante ficou bastante danificado; outros dois perderam, respectivamente, um retrovisor e um pára-brisa. O quarto foi atingido em uma das portas.
[12]
Após o ocorrido, Adriano se mostrou muito abalado, e falou novamente em largar sua carreira no futebol,
[13] como já havia falado antes de chegar ao
Flamengo. O jogador eventualmente admitiu sofrer de constantes problemas devido ao
alcoolismo, e a diretora do clube
carioca,
Patrícia Amorim, chegou a falar em rescisão de contrato, caso o problema persista.
[14] Adriano não viajou com o elenco para
Caracas, onde o Flamengo enfrenta o clube
venezuelano de mesmo nome pela
Copa Libertadores da América de 2010, e volta a jogar no Clássico dos milhões.
Após perder um
pênalti na decisão da
Taça Rio, em que o Flamengo acabou sendo derrotado pelo Botafogo por 2 a 1, começou a ser muito pressionado pela torcida. Logo depois, o Flamengo foi eliminado da
Copa Libertadores da América de 2010 pelo
Universidad de Chile, onde também marcou o seu último gol com a camisa do rubro-negro carioca, o segundo na vitória de por 2 a 1 sobre a equipe chilena, resultado que eliminou o
Flamengo após perder a partida de ida no
Maracanã pelo placar de 3 a 2. Após a eliminação, começaram a surgir fortes boatos de que Adriano iria se transferir para a
Roma.
Neste meio tempo, se envolveu em mais polêmicas: teria tido um suposto envolvimento com um
traficante de drogas.
[15] Adriano teria comprado duas
motos, e uma delas teria sido registrada em nome da mãe de um traficante que controla o Morro da Chatuba, onde cresceu o jogador. Além disto, também foram divulgadas fotos de Adriano portando
armas de fogo. O jogador teve de prestar depoimento ao
Ministério Público, que chegou a pedir a quebra do sigilo telefônico e bancário do jogador.
[16]
Em meio as polêmicas, em
27 de maio de
2010, o seu
empresário,
Gilmar Rinaldi, confirmou que Adriano jogará pela
Roma a partir da temporada
2010-
11, entretanto o contrato ainda não teria sido assinado e Adriano viajaria à Itália para acertar os detalhes.
[17]
Em
9 de junho de 2010, foi apresentado oficialmente como novo jogador da Roma no
estádio Flamínio, usando a camisa de número 8. Assinou contrato de três temporadas com a equipe
romana.
[18]
Em
8 de março de 2011, a Roma, por meio de seu
site oficial, anuncia a rescisão do contrato de Adriano em mútuo acordo principalmente pelo seu comportamento inadequado extra-campo e seu baixo aproveitamento e rendimento nos jogos. Adriano deixou o clube sem marcar sequer um gol em partidas oficiais, já que o único gol marcado foi na sua estreia, em
jogo amistoso, contra um combinado da região de
Riscone Brunico e o Roma venceu por 13 a 0.
[19]
Corinthians
Em 29 de
março de
2011, assinou com o
Corinthians[20] e passou algumas semanas apenas recuperando a forma física.
[21] No dia
19 de abril, ainda na preparação e iniciando os treinos para o retorno aos gramados, sofreu um rompimento no Tendão de Aquiles, tendo que passar imediatamente por uma cirurgia, que o deixará de fora por cerca de cinco meses.
[22]
[editar] Seleção Brasileira
Vestindo a camisa da
Seleção Brasileira, Adriano teve a oportunidade de participar das conquistas da
Copa América de 2004 e da
Copa das Confederações de 2005. Foi destaque nesses dois torneios, sagrando-se artilheiro e melhor jogador em ambas competições e garantindo sua vaga para a
Copa do Mundo de 2006.
[23]
Na
Copa do Mundo de 2006, porém, Adriano não conseguiu repetir o desempenho dos torneios anteriores. Marcou apenas dois gols em toda a Copa e viu a seleção
canarinho ser eliminada precocemente nas quartas-de-final, já que o Brasil era o grande favorito ao título daquela Copa do Mundo.
No ano de
2009, Adriano volta a ser convocado para a
seleção após ter um bom futebol apresentado no
Flamengo, onde havia estado na artilharia do
Campeonato Brasileiro durante o período da convocação, disputou alguns amistosos e também jogos válidos pelas eliminatórias da
Copa do Mundo de 2010, mas não veio a se firmar entre os titulares, não marcando nenhum gol em sua nova passagem. Devido ao bom futebol apresentado no
Flamengo neste ano, havia uma grande expectativa em torno do seu retorno à Seleção para atuar na
Copa do Mundo de 2010, realizada na
África do Sul, mas acabou não sendo incluído da lista final de convocados anunciada por
Dunga, até então
treinador da seleção.