sábado, 14 de maio de 2011

O Híbrido

Podem Falar Mal do Bonde. Mas o Nosso Ônibus Ainda É o Mais Fodão.
Willians rouba mais uma bola no meio, passa para Renato que inverte com Leo Moura na lateral direita. Ele avança pela ponta driblado dois e cruza na entrada da área para Thiago Neves que mata no peito, limpa o marcador e chuta… Gooool do Barcelona!
Wellinton vai cortar um lançamento e chuta pra trás. Tentando consertar, Rodrigo Alvim vem pela lateral esquerda rápido como um cágado e letal como um guaxinim e passa a bola para… o adversário. Mesmo assim o vilão devolve o presente nos pés de Wanderley (ou Deivid) que corre, bate pro gol e… a bola sai
pela linha lateral. Como é ruim esse time do Olaria!
Pois bem, amigos, esse é Flamengo hoje. Um esquisito híbrido de Barcelona com Olaria. Em alguns momentos, e nos pés certos, a bola rola bonita e os muito bem remunerados atletas da Gávea jogam alguma coisa que empolga e lembra bom futebol. Em vários outros, e quase sempre nos previsíveis pés de certos alguns, a vontade é de passar ali na pelada do Aterro e buscar uns três reforços pro nosso time.
Pra desespero dos mensageiros do apocalipse que urravam contra o “pior Flamengo de todos os tempos” co mandado pelo Professor Vanderlei, nosso time que “não jogava nada” foi 100% competente e terminou campeão invicto do Estadual. Que coisa, hein. Aí na Copa do Brasil, na hora que os caras resolveram tratar a bola direito, fizeram duas boas partidas, mas acabaram eliminados pelo temido… Ceará.
“Ah, o juiz fudeu a gente!”. Na boa? Vamos parar com isso e encarar a realidade. O segundo gol dos caras aqui teve mão? Teve. Os cartões que resultaram na expulsão do Angelim lá foram exagerados? Foram. Assim como também foi pênalti pros caras no 1º tempo e o juiz não marcou. Os juízes atrapalharam sim, mas o que nos eliminou foram as faltas desnecessárias dos nossos zagueiros perto da área que resultaram em 3 bolas no nosso barbante. Foi a incapacidade de nossos centroavantes empurrarem a bola pra dentro do gol até sem goleiro! E os méritos do Ceará que fez o dele. Ponto.
Agora, a pouco mais de uma semana do início do Brasileiro, com a poeiraassentada e uma boa dose de racionalidade, é hora de avaliar o trabalho que foi realizado até aqui e pensar no futuro. E quando eu faço isso, continuo achando que quem fica aí vociferando exigindo a cabeça do Luxemburgo não pode estar batendo bem da cuca. Deve estar com saudade do Cuca.
O time ano passado era horroroso e cheio de vícios. Luxa, com seus defeitos e qualidades, se propôs a tão necessária renovação e a está colocando em prática, até aqui com resultados bastante satisfatórios, apesar de suas substituições pouco compreensíveis.
Mas a verdade também é que a brincadeira agora é outra. Brasileirão não é Carioquinha e se for pra reclamar de bullying é melhor não descer pro play.
Sabe a história do híbrido de Barcelona com Olaria? Então. Ganhar do Boavista o Olaria até ganha, mas de time grande… não ganha, não.
Nossas deficiências no elenco são tão claras e óbvias que já está ficando repetitivo falar nelas. O Arthur outro dia disse tudo aqui e fechou a tampa com seu post sobre os três cones. Se a gente quiser sonhar de verdade com alguma coisa maior no segundo semestre, chegou a hora de contratar. E a lista de compras está pregada no mural da Gávea faz tempo.
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Um lateral-esquerdo de verdade. E se possível também um reserva, porque Egídio e Alvim não servem nem pra isso. Um zagueiro experiente e bom no jogo aéreo, daqueles que a gente gosta de chamar de xerife. Um centroavante que não tenha medo de goleiro olhando pra ele e que consiga fazer o que dele se espera: dominar a bola e empurrar ela pra dentro do gol. Simples assim.
Com o bom trabalho que vem sendo feito até aqui, acho que nossos dirigentes e treinador merecem crédito. Já provaram que tem um planejamento, tenho certeza que eles sabem disso tudo muito melhor do que nós torcedores e já estão sagazes se movimentando no mercado pra que na hora da verdade o Bonde continue no seu caminho rumo ao destino que realmente nos interessa: o hepta. Quem viver verá. Isso aqui é Flamengo. O caminho pode até ser tortuoso, mas a chegada é triunfal.

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